terça-feira, 5 de junho de 2012

Crise de identidade pode matar - Dia Mundial do Meio Ambiente

Hoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente. Uma data em que deveria haver uma festa mundial! Mas, pelo contrário, a nós humanos, só nos resta lastimar o que nossa gananciosa espécie tem feito com toda a nossa Natureza.
Hoje é, sim, um dia de reflexão, um dia de protesto. Mundial! Por todo lado, por todo canto, por qualquer lado e por qualquer canto de cada pedacinho do planeta, já vemos deteriorações que, se não são acionadas diretamente pelos seres humanos, são consequências da nossa ganância pelo poder e pelas riquezas, como desde o longínquo passado o somos.
Vinte anos se passaram desde a Eco '92 no Rio de Janeiro. Dez anos se passaram desde a Rio +10. Os rumos não mudaram. Surgiram paliativos e placebos, surgiu a inserção dos prefixos "bio" ou "eco" ou, ainda do neo-sufixo "verde". Intenções mascaradas, engodos disfarçados de sapiência científica. Cientificismo berrando nas televisões anunciando produtos que sequer são seguros.
O povo, carente de amor, de conhecimento, de verdade, de humanidade engole e vota em eleições viciadas, acreditando, por vezes, que poderia estar tomando uma decisão certa. A massa amorfa de cada nação procura, desesperadamente, seu lugarzinho na mesa de um sonhado banquete e para tanto, mesmo com fome, arrota um ar fétido com esforço pois nada tem na sua barriga ou dentro de si. É o berro mais ouvido dos tempos de hoje...
A classe empresarial é a roda motriz do sistema ao mesmo tempo em que capitania essa nova horda formada exclusivamente de pobretões (de dinheiro e/ou de espírito).
Isso tudo causa a dor fundamental. Uma dor tão pungente que acaba com qualquer autoestima, cegando os olhos dos humanos enquanto os impele a atos desumanos para contra toda a forma de vida, dentre elas a sua própria.
Estamos mortos. Zumbis televisivos midiáticos que reclamam de tudo e que se põem em qualquer conversa como deuses dogmáticos, sem acesso ao perdão para com o próximo: algozes sociais. Em cada ponto da cidade, em qualquer grupo de amigos ou inimigos, irmãos ou desconhecidos, precisam mostrar que estão acima do bem e do mal, acima da própria verdade. Isso é fruto da falta de conhecimento de si próprio.
Não nos reconhecemos mais como seres humanos, como seres deste planeta. Conversamos sobre o espaço sideral como se pudéssemos alcança-lo a qualquer momento, negando que à humanidade é proibido lá viver.
A carência nos tomou como um câncer. Carecemos de alegria, de vida, de amor, de paixões. Procurando compensar tudo isso, o sistema, conhecedor das nossas fraquezas que ele próprio construíra, nos oferece por tantas moedas lugares no paraíso pelo simples ato de ficar sentado na frente da televisão, com prazeres mentais fugazes e vazios, com viagens para outros lugares, com vidas de outras pessoas para viver e retroalimentar essas "vivências".
A felicidade está dentro de nós. Mas como encontrar a felicidade dentro de nós mesmos se o sistema nos convence a todo momento que somos feios e pútridos, fora dos padrões que "Eles" criaram?
Nós, humanos, somos criativos demais e até isso nos está sendo negado, agora. Podemos recriar o mundo a qualquer momento em qualquer lugar. Podemos recomeçar em qualquer momento desde que estejamos vivos.
Somos humanos e precisamos de outros humanos por perto. Muito perto. O toque nos acalma e relaxa. O Ministério da Saúde deveria advertir que a falta de abraços pode causar hipertensão nos humanos.
Por favor, respire fundo, ouça o vento, sinta o cheiro de cada estação do ano, visite belos lugares naturais. Dê-se a esse trabalho. Por si mesmo!
Somente depois de você estar de bem consigo mesmo, de se reconhecer como um ser humano de verdade, de saber que necessita (e muito!) de outros humanos por perto é que você poderá se transformar. É uma transformação de religação com a terra, pois retornamos às nossas origens. É uma transformação libertadora e poderosa. Nos enche de alegria e nos mantêm realmente vivos, podendo abrir os braços, sem culpa, sentido o vento no rosto enquanto se abre um sorriso.
Somente a partir daí é que o ser humano poderá iniciar a proteção de outros seres.  Somente depois de se proteger, relaxar e se amar.
Viva mais, viva mais tranquilamente, viva mais naturalmente. Aproveite suas pernas e caminhe gratuitamente por um parque. Caminhe lentamente enquanto brinca como quando criança, fechando os olhos e procurando aguçar outros dos seus sentidos que não a visão. Livre como somos sempre que estamos em contato com a natureza.
No dia de hoje reflita sobre o que estão falando sobre meio ambiente. Desde seus familiares, seus amigos até políticos e astros e estrelas da mídia.

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