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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Palestra de Educação Ambiental

Dentro da semana do meio ambiente, o presidente Gabriel Lazzarotto Simioni, ministrou palestras de Educação Ambiental para alunos das Escolas Estaduais Felipe dos Santos e São Luiz, no município de Veranópolis. As palestras foram direcionadas aos problemas ambientais do município, como a coleta dos resíduos urbanos e o descaso com a água potável.

Como trabalhar a Educação Ambiental na sala de aula

Com esse título, o presidente do Instituto Orbis de Proteção e Conservação da Natureza, Gabriel Lazzarotto Simioni, ministrou no dia 01/06 deste ano, uma palestra para os professores das redes municipais, estaduais e particulares das escolas de Flores Cunha. A palestra foi realizada na semana do meio ambiente daquele município.

Curso Teórico/Prático de Introdução a Primatologia

O Instituto Orbis de Proteção e Conservação da Natureza, em parceria com o Curso de Ciências Biológicas da UCS e o Diretório Acadêmico, realizaram dos dias 11 a 18 de maio o curso intitulado “Introdução à Primatologia (teórico/prático) ”. O curso teve a participação de 24 alunos de Biologia, sendo realizada a parte teórica nas dependências da Universidade de Caxias do Sul - UCS e as atividades práticas em no distrito de Fazenda Souza - Caxias do Sul, junto a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (FEPAGRO). Os participantes do curso tiveram palestras ministradas pelo biólogo e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Primatologia, Dr. Rodrigo Cambará Printes, pela Bióloga Juliana Nascimento Martins (Instituto Orbis / Empresa Tecniflora), pelo bílogo Msc. Guilherme Brambatti Guzzo e pelo veterinário da Secretaria Estadual da Saúde Eduardo Kieling. As palestras abordaram temas relacionados à Biologia da Conservação com ênfase na primatologia.

No fim-de-semana, os alunos estiveram em Fazenda Souza para realizar as atividades práticas do curso. Puderam observar os hábitos dos bugios-ruivos (Alouatta guariba clamitans) em seu ambiente natural e realizaram entrevistas com a população local, as quais abordaram temas relacionados à visão que o entrevistado tem das matas nativas e dos animais silvestres, a relação do bugio e a febre-amarela e informações quanto à transmissão da doença. As entrevistas foram realizadas em diferentes Zonas do distrito de Fazenda Souza. Após dois dias de trabalho, totalizando 70 entrevistas, obteve-se algumas informações relevantes, tais como: 1º) 37% dos entrevistados consideraram a mata nativa importante para a preservação da água; 2º) 67% das entrevistas indicam que a população tem o conhecimento de que a febre-amarela não é transmitida pelo bugio e, sim, pelo mosquito. Entretanto, 19% delas acreditam que o bugio transmite a febre-amarela e 14% não sabem; 3º) 9% das pessoas entrevistadas relatam que já ouviram falar de caça de bugios por causa da febre-amarela; 4º) 7% dos entrevistados não haviam se vacinado; 5º) 14% dos entrevistados não receberam informações sobre a febre-amarela e 6º) 33% obteve essas informações através da televisão seguido de 32% pela rádio. O Instituto Orbis de Proteção e Conservação da Natureza sabe da importância que o bugio desempenha nas nossas matas nativas, atuando como regenerador das florestas através da dispersão de sementes e, no caso da febre-amarela, torna-se nosso anjo da guarda, alertando a população sobre a ocorrência da febre-amarela e seu mosquito transmissor na região.

O curso realizado, além de ter oportunizado aos estudantes do curso de biologia da UCS uma experiência prática de estudos com primatas, oportunizou à comunidade de Fazenda Souza obter mais um instrumento de informações a respeito da febre-amarela, sua transmissão, seus vetores e que o nosso “anjo da guarda” (bugio) é apenas mais uma vítima dos mosquitos transmissores, Haemagogus leucocelaenus e Sabethes sp.















quarta-feira, 3 de junho de 2009

Foto vencedora no III Clic Ambiental é de bióloga do Instituto Orbis





Na edição 2009, o III Clic Ambiental de Caxias do Sul, fazendo parte das comemorações oficiais da Semana Mundial do Meio Ambiente desse município, a foto vencedora da categoria Imagem Roubada é da bióloga Juliana Nascimento Martins, associada do Instituto Orbis de Proteção e Conservação da Natureza, com a foto “Alouatta guariba clamitans (bugio-ruivo)”.

O tema que regeu o concurso deste ano foi “A natureza não faz milagres, faz revelações”, frase de Carlos Drummond de Andrade, e foi dividido em três categorias: Paisagem Natural, Paisagem Artificial e Imagem Roubada. O concurso teve a participação de cerca 110 fotos, nas três categorias.

O Clic Ambiental, que está em sua 3ª edição, é uma realização da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMMA) de Caxias do Sul e contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Caxias do Sul, da Gráfica São Miguel e do Shopping Iguatemi.

O Instituto Orbis de Proteção e Conservação da Natureza fica muito feliz com a escolha não só por ter sido tão bela foto eleita, retratando um momento tão particular e íntimo: a alimentação, mas também para lembrar que os bugios estão sofrendo séria ameaça no nosso Estado. Com a chegada da febre amarela, os bugios tiveram que superar não uma, mas duas situações de alta gravidade: a infecção pelo vírus e a crueldade de covardes caçadas humanas contra a sua existência.

Em dados da Secretaria Estadual da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul, atualizados até 22/04/06, 1.602 animais haviam morrido até o final de Maio/09 devido somente à doença (fonte: http://www.saude.rs.gov.br/, em ). Aliado a isso, a caça de animais por pessoas desinformadas quanto à doença, que acreditavam que bugios pudessem transmiti-la, o que é um grave erro, pode ter sido fato determinante na continuidade da existência desses animais em pontos isolados no nosso Estado, principalmente na região do Planalto e Nordeste.

A foto fora tirada no ano de 2008 quando a então graduanda do curso de Ciências Biológicas da Universidade de Caxias do Sul estava executando o seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) com ecologia de bugio-ruivo (Alouatta guariba clamitans), na sede da FEPAGRO (Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária), no distrito de Fazenda Souza, em Caxias do Sul.

Parabéns à nossa Juliana, que, com a divulgação do prêmio, acaba trazendo junto a intimidade de criaturas tão especiais e emblemáticas.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Nota Comemorativa ao Dia Mundial do Meio Ambiente

Comemoremos o Dia Mundial do Meio Ambiente, neste 05 de Junho, de forma diferente. Integre-se, religue-se, faça alguma coisa, seja parte do todo. O todo Meio Ambiente.

Plante árvores nativas e cuide-as. Informe-se sobre quais são as espécies nativas, qual seu porte, quais seus requerimentos de cuidados. Marque a data do plantio, dê nome a elas, visite-as, regue-as. Acompanhe o seu crescimento. Procure um local onde você acredita que ela poderá perdurar por 50, 100, 200 ou 500 anos, o que pode ser, inclusive, o quintal da sua casa, ou o jardim do prédio. Torne isso um hábito.

Pinhões são ótimos. Mas não sobra nenhum antes do cozimento para o plantio? Você acha que poderia dar um retorno à Natureza? Uma ajudinha?

Invente um lazer diferente. Convide uma turma de amigos mais próximos, leve o mate e vá com uma sacolada boa de pinhões nesta época, por exemplo, ou outras sementes da região, para plantio nas suas terras ou nas terras de algum conhecido, bem longe da zona urbana ou simplesmente “fora da casinha”. Passe um fim-de-semana diferente e barato. Fique feliz, sinta-se útil, doe-se sem esperar o retorno.

No meio do caminho, observe aves, olhe para as nuvens, perceba as cores, note outras formas de vida, sinta o frio, encontre a beleza.

Reflita com seus amigos sobre os modelos de desenvolvimento que temos, sobre o modelo de
cidade que moramos. Veja a forma como você vive, no quanto consome. Pense que a forma de captação e distribuição de água que ainda nos utilizamos foi desenvolvida há mais de 2.000 anos pelos romanos. Será que não há outra solução em pleno Terceiro Milênio?

A região do Crescente Fértil, lá para as bandas do Iraque, já foi, como o próprio nome diz, uma região de abundância da agricultura. Procure saber o que houve? Solicite, navegue, viaje em seus pensamentos.

Aliás, por falar em água, feche bem a torneira após o uso. Apague a luz ao sair.
Imagine que a necessidade de construção de novas usinas hidrelétricas começa no consumo da luz. Pense até que ponto você contribui para esses empreendimentos e, principalmente, pense onde eles se localizam. Pense no que pode acontecer aos habitantes humanos e não-humanos nessas regiões.

Informe-se e fale para os outros como proceder corretamente. Exija isso! Você é cidadão, parte desta comunidade, tem direitos e deveres sociais. Nossa sociedade é o reflexo de como nos portamos e o quanto nos conformamos.

Lidere, crie, pense nos outros. Pense naqueles que não falam a nossa língua: as plantas, os bichos e diversas outras formas de vida, que são incapazes de atuar na nossa sociedade, de conseguir o melhor para si. Isso cabe a nós! Devemos contar com todos eles também.

Cheire o ar que estamos imersos. Imersos dentro dessa gigantesca bolha de ar. Que ar é esse? Bom ou péssimo? Não há meio termo: ou faz bem ou mal.

Fiscalize, denuncie. Seja atuante. Não deixe de fazer. A hora não é mais agora: já deveria ter começado ontem. Não perca mais tempo. Use seus poderes para o bem. Não tem poderes? Conheça-se melhor.

Enamore-se com a vida. Crie vínculos. Resgate antigos. Isso é Meio Ambiente também.

E pense: Sempre que surge um problema, necessariamente a palavra que devemos ter como lema é “solução”. Somos pura solução.

Parabéns cidadãos caxienses e regionais pelo Dia Mundial do Meio Ambiente aqui na nossa casa.
Sigamos todos felizes, fazendo algo importante para todos.

Otávio Valente Ruivo
Biólogo
Instituto Orbis de Proteção e Conservação da Natureza
www.institutoorbis.org.br
orbis@institutoorbis.org.br
(54) 9129-6691